Como trabalhar o BIM junto com o paisagismo?

Atualizado: 12 de Mar de 2019

#BIM#Paisagismo#Qualidade#Profissionais


Nuvens de informações e escolhas de dados

Primeiramente devemos deixar claro nosso posicionamento sobre BIM ( Modelagem da Informação da Construção), pois esse artigo não trata a discussão de qual software será o mais adequado, até porque cada empresa possui seu processo de trabalho e cada projeto demanda uma solução correspondente. Cabe ao gerente de projetos o posicionamento sobre essa escolha.


Acreditamos que o melhor software será aquele que deixa o profissional confortável em tramitar pelas plataformas sem prejuízo aos demais profissionais envolvidos no processo, afinal a troca de informações facilitada é um dos principais destaques que levam os profissionais a adotarem os novos softwares.


Neste artigo iniciamos um diálogo com os profissionais do setor a respeito de como devemos gerir as informações hoje, 2019, com qualidade dentro dos projetos de paisagismo.

Em pouco tempo esse artigo se tornará óbvio e obsoleto, pois as informações caminham na velocidade que as disponibilizamos. A revolução digital, e as nuvens de informação, Dropbox, Google drive, iCloud, criaram novos paradigmas influenciando o modo como os indivíduos se relacionam. O grande impacto de gerenciar o conhecimento através dos softwares será o de fazer as escolhas corretas dentro das opções cadastradas, e estas já são muitas dentro do universo digital.


Não se trata apenas de alimentar o sistema com as informações que validamos como prioritárias, mas sermos criativos e críticos do que nos é ofertado como resultado. Para tanto precisamos ponderar sobre a complexidade do que nos é solicitado nos projetos de paisagismo. O profissional que manipula um software Bim na área de paisagismo deverá ser critico ao fazer as escolhas para seus projetos e terá a sua disposição muitos argumentos para escolher. Não se trata de tornar mais rápidos os processos, mais de serem mais assertivas as tomadas de decisão.


Por exemplo, uma vegetação cadastrada no software, pode ter informações associadas como quantidade de mudas necessárias, clima, tipo de solo, quantidade de água, época de floração, etc, tais informações compõe um banco de dados que podem facilitar a vida do projetista que lidará com questões como sombreamento, sistema de irrigação, adequação visual, entre outros fatores como as expectativas do cliente, orçamento disponível para execução assim como o gerenciamento do tempo envolvido.


A escolha e o impacto das decisões recairão sobre os conhecimentos técnicos acumulados pelo profissional e sobre a qualidade da informação registrada em seu banco de dados.

Também os softwares trabalham a interoperabilidade entre softwares, sendo possível aos projetistas fazerem testes prévios nos modelos a respeito de controles térmicos, influência solar assegurando ao profissional a qualidade técnica do que foi proposto e evitando futuros problemas com os clientes e com as leis do consumidor.


Através de simulações antecipamos conflitos de dimensionamentos, cálculos e demandas repetitivas dentro dos processos. Estar atento na avaliação desses resultados, é um diferencial, pois os softwares ainda não são capazes de lidar com as questões sensoriais e humanas.O olhar atento sobre as necessidades humanas invalidam a completa mecanização do ato de projetar.


O rankeamento de prioridades dentro da concepção de um projeto é uma premissa importante, trata-se da primeira grande tomada de decisão. O diferencial entre os profissionais caberá ao domínio técnico que têm sobre essas prioridades.


O paisagismo é uma disciplina que trabalha a experiência sensorial das pessoas que vão usufruir os espaços mais temos que garantir a manutenção da vida vegetal e animal que irá transformar esse espaço em algo complexo muitas vezes surpreendente e imprevisível.


A seguir elencamos alguns elementos comuns atribuídos ao projeto paisagístico para lhe auxiliar no seu próprio rankeamento de informações.


Dessa primeira lista de elementos surgem as oportunidades de diferenciação, dos profissionais da área, pois cada um irá atribuir maior peso aos elementos dentro dos Modelos e de acordo com os LODs exigidos pelos contratos.


A composição de elementos é o que caracterizará a personalidade de cada projeto tornando-o distinto, e com um valor incontestável para os clientes.




A discussão da qualidade dos modelos em BIM ainda é novidade no mercado, no entanto como profissionais da área nos cabe avaliar dentro da nossas concepções projetuais o que nos tem sido ofertado como resultado e começar a dispor a tecnologia a nosso favor.

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